Uma antiga lenda diz que o Gato foi criado em plena Arca, quando Noé, desesperado pela quantidade de Ratos que se proliferavam e devoravam todas as provisões, implorou que Deus o ajudasse. O Gato então, para a salvação de todas as espécies, teria sido criado do sopro de um Leão.
Os primeiros representantes da família dos Gatos devem ter surgidos a cerca de dez milhões de anos, muito antes do aparecimento do homem na Terra. Os primeiros contatos sociais entre homens e Gatos selvagens provavelmente foram na época das cavernas, com alguns vestígios pré-históricos evidenciando o fato.
Porém, o verdadeiro encontro dos Gatos com o homem começa há cerca de cinco mil anos, no antigo Egito, nos tempos dos faraós, onde estes felinos eram adorados como divindades. A deusa egípcia Bastet, símbolo do amor materno, da ternura e da fecundidade, era retratada com corpo de mulher e cabeça de Gato. Acreditava-se que a bela deusa tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Bastet também estava associada ao poder do Sol, e defendia Rá dos ataques de Apep, a Serpente contra quem o deus supremo lutava todas as noites, quando passava pelo reino da escuridão.
Os Gatos foram os animais mais adorados no antigo Egito. Uma célebre pintura da época retrata a mãe do faraó Akhnaton alimentando um Gato num banquete. Eram considerados os guardiões da noite, dos mortos, e dos mistérios da vida e da morte. Estes guardiões do outro mundo, quando morriam, eram mumificados e seus donos raspavam as sobrancelhas em sinal de luto.
Quem matava ou simplesmente feria um Gato era condenado à morte. Se uma casa pegava fogo, os Gatos eram os primeiros a serem salvos. Na época de Ptolomeu, um membro da Embaixada de Roma matou por acidente um Gato, e só foi salvo da morte por intervenção do faraó.
Era proibida a saída do Gato do Egito, mas alguns destes felinos devem ter sido levados para a Europa em embarcações comerciais fenícias, cerca de mil anos antes da Era Cristã.
Os romanos, quando invadiram o Egito, adotaram o culto à deusa Bastet, e em Roma, os Gatos também passaram a ser perpetuados em estátuas, pinturas e mosaicos, pois representavam o maior símbolo de liberdade para os romanos. Neste período, o Gato foi associado à diversas divindades, como Diana, deusa da fecundidade, e a sensual Vênus, muitas vezes representada como uma Gata. Com a expansão do Império Romano, os Gatos foram sendo introduzidos em toda a Europa, e durante muito tempo, aceitos pelo homem como animais domésticos, pela habilidade em caçar Ratos.
Na Grécia clássica, o Gato já era associado à feminilidade e ao amor, todos atributos de Afrodite, a deusa Vênus dos romanos. Na Babilônia não havia o culto aos felinos, mas uma lenda diz que o Gato nasceu do espirro de um Leão, o que coincide com uma antiga lenda hebraica.
Na morte de Buddha, enquanto todos os outros animais se reuniam para chorar, o Gato manteve os olhos secos enquanto devorava tranqüilamente um Rato, mostrando total falta de respeito ao acontecimento solene. Apesar da lenda, o Gato é um dos animais mais venerado pelos budistas, pelo autodomínio e tendência à meditação. No hinduísmo, a deusa Shosti, que preside os nascimentos, é representada montada num Gato.
O Gato também foi muito amado na religião islâmica, onde diversos contos o associam ao profeta Maomé, que teria sido salvo da morte por um Gato, que matou uma Serpente no momento que o atacava. A relação do Gato com o Islã seria uma das causas que levaria a Igreja Católica a relacionar o Gato à Satanás. Os gnósticos, que atribuíam igual importância a Jesus, Buddha e Zoroastro, já eram acusados pela Igreja, de adorar o demônio na figura de um Gato preto.
Na China, estatuetas de Gatos eram usadas para expulsar maus espíritos, e havia dois tipos de Gatos, os bons e os maus, que eram facilmente diferenciados porque os maus tinham duas caudas. No Japão, quando um Gato morria, era enterrado no templo do seu dono, e no altar do mesmo era oferecido um Gato semelhante, pintado ou esculpido, para garantir ao dono tranqüilidade e boa sorte durante sua vida.
No Camboja, existe um ritual onde um Gato é levado em todas as aldeias, para que não falte chuva e a colheita de arroz seja boa. Na Tailândia, acreditava-se que as almas das pessoas muito evoluídas migravam para o corpo de um Gato, antes de subir aos céus.
Na cultura celta, a deusa Cerridwen é relacionada com o culto ao Gato. Na Finlândia, havia uma crença de um trenó puxado por Gatos, que levava as almas dos mortos. Os templos pagãos dos países nórdicos eram todos decorados com imagens de Gatos, e nas lendas nórdicas, Freya, deusa do amor e da cura, havia uma carruagem que era puxada por dois Gatos cinzas, que representavam as qualidades da deusa: fertilidade e ferocidade.Na América, antes da invasão dos europeus, alguns parentes dos Gatos, como o Jaguar e o Puma também eram venerados com associações aos deuses. Antes do extermínio destes povos americanos, heréticos, na concepção da Igreja Católica, o Jaguar era símbolo de grande força e sabedoria, e acreditava-se que os curandeiros mortos se transformassem neste belo animal.
O comportamento independente do Gato, sua agilidade e beleza, são atributos que despertou no imaginário popular uma ligação com mistério e magia. Mesmo em culturas onde foram adorados como divindades, não escaparam à torturas e mortes, devido aos seus supostos poderes sobrenaturais. Durante séculos, foram emparedados vivos, para garantir a solidez das casas, igrejas e castelos, e enterrados no limiar destas para dar sorte. Foram enterrados debaixo das plantações, para a garantia de uma colheita abundante. Foram sepultados nas encruzilhadas dos caminhos, crucificados e encerrados em sacos junto à mulheres adúlteras, lançados do alto das muralhas, queimados nas fogueiras e envenenados.
No século XI, os Gatos cumpririam um papel crucial na história da humanidade, ajudando os europeus a se livrarem dos Ratos transmissores da peste bubônica.
Os dois principais personagens da Idade Média não foram Carlos Magno e Kublai Khan, mas a pulga Xenopsylla cheopis e o Gato. As constantes mudanças climáticas no norte da Ásia obrigaram os mongóis a percorrerem grandes distâncias, e com eles, veicularam Ratos portadores da temível pulga da peste negra. Foram a seguir contaminados os mercadores de seda e os portos da Europa Mediterrânea. A epidemia, em poucos anos atingiu todos os países europeus, dizimando quase um terço da população européia. A França foi um dos países mais atingidos pela peste negra, tendo sua população reduzida, de 17 a 8 milhões de habitantes.
De frente à esta epidemia, os mais sábios procuraram a ajuda dos Gatos, únicos capazes de combaterem os Ratos. Houve então, em toda a Europa, um grande empenho na criação de Gatos, e o papel destes felinos foi mais uma vez indispensável para a sobrevivência da humanidade (eles já haviam, quatro mil anos antes, contribuído para o desenvolvimento da civilização egípcia). Mesmo assim, a Igreja considerou os Gatos culpados pela proliferação da peste e de tantas mortes, ordenando a sua destruição na fogueira.
A Igreja Católica foi a maior perseguidora dos Gatos, e na Idade Média, trava uma dura e longa cruzada contra os Gatos e seus adoradores. No ano 1232, o papa Gregório IX funda a Santa Inquisição, que atuou barbaramente durante seis séculos, torturando e executando, principalmente na fogueira, mais de um milhão de pessoas, essencialmente mulheres, homossexuais, hereges, judeus e muçulmanos, convertidos, médicos, cientistas e intelectuais, e também os Gatos, ad majorem gloriam Dei.
O papa Gregório IX afirmava na bula Vox in Roma que o diabólico Gato preto, "cor do mal e da vergonha", havia caído das nuvens para a infelicidade dos homens. Para acabar com a resistência dos celtas ao catolicismo, a Igreja Católica pregava que os sacerdotes druidas eram bruxos. Como os druidas vivam isolados e cercados de muitos Gatos, a Igreja associava os Gatos às trevas, devido a seus hábitos noturnos, e dizia que tinham parte com o demônio, principalmente os de cor preta. Milhares de pessoas foram obrigadas a confessar, sob tortura, que haviam venerado o demônio em forma de Gato preto, e depois, eram condenadas à morte.
A mesma perseguição foi realizada no século XV, contra os povos germânicos do vale do Reno, adoradores da deusa Freya, uma divindade pagã, segundo a Igreja, que considerava o seu culto um ato de heresia, associando-o à adoração de maus espíritos. Imagens da deusa foram destruídas, mulheres que tinham Gatos foram torturadas e queimadas vivas. Os Gatos, que eram protegidos pela deusa Freya, foram acusados de serem demoníacos, capturados, enforcados, e jogados nas fogueiras da Santa Inquisição.
A tradição mágica e outras habilidades naturais sobreviviam em alguns locais, durante a Idade Média, mas eram não oficiais e eficientemente perseguidas pela Igreja, cuja religião monoteísta tornar-se-ia um instrumento institucionalizado do Estado. A magia torna-se uma atividade suprimida simplesmente porque os sacerdotes da Igreja não eram adeptos a ela, e também não queriam correr o risco de que alguém pudesse sobrepujar suas habilidades limitadas. Desta forma, tudo o que a Igreja considerava não ideal, seria identificado na forma de várias imagens do Diabo.
Nos séculos em que a Inquisição agiu na Europa e América, uma pessoa que fosse vista com um Gato, principalmente os de cor preta, estava sujeita a ser denunciada como bruxa e a sofrer tortura e morte, sem nenhum direito de defesa. Uma vez acusado de bruxaria, a pessoa podia ser acusada pela responsabilidade de qualquer desgraça natural, como perda de safras, acidentes, doenças e mortes. No imaginário medieval, o Gato preto tornava-se mais uma figura mística, fruto da ignorância, associado ao culto ao demônio.
Em 1484, o papa Inocêncio VIII promulga uma bula contra os feiticeiros, acusando de heresia milhares de pessoas, um bom número das quais sendo culpadas apenas por possuírem um Gato. Por toda a Europa, milhares de pessoas inocentes foram torturadas em nome de Deus, por serem acusadas de feitiçaria e adoração à Satanás. E com elas, seus Gatos. Este papa inquisidor incluiu o Gato na lista dos perseguidos pela inquisição, campanha assassina da Igreja contra supostas heresias e bruxarias. Nesta mesma época, Leonardo da Vinci escreveria: "chegará o dia em que um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade." Leonardo amava os Gatos, e considerava o menor dos felinos uma obra-prima.
Em toda a Europa, o dia de Todos os Santos passava a ser comemorado, jogando-se na fogueira, sacos cheios de Gatos vivos. Em Metz, na França, todos os anos, durante 4 séculos, no culto a São Vito, seriam queimados vivos, 13 Gatos presos em uma gaiola. Em Ypres, na França, centenas de Gatos eram atirados do alto de um campanário em um festival religioso. Durante séculos, milhares de Gatos seriam sacrificados em rituais durante a Páscoa. Estas práticas, incitadas pela Igreja, acabaram por se estender a qualquer tipo de comemoração religiosa, como a noite de São João e de outros Santos, o que acabou por quase dizimar a população de Gatos no século XV, o que conseqüentemente, contribuiu para a multiplicação de Ratos, que portavam a peste bubônica.Na coroação da rainha Elizabeth I, centenas de Gatos foram aprisionados e levados em procissão, representando o demônio sob o controle da Igreja, e no final da procissão, formam todos queimados vivos. Na Inglaterra elizabetana, era comum que Gatos fossem colocados em sacos de couro e usados como alvos para os arqueiros. Desta e de outras formas, o homem descarregava nos animais, todos os seus complexos e crueldades.
Com todo o cuidado para não ser queimado vivo como herege, o navegador genovês Cristoforo Colombo tomara a precaução de embarcar nas suas três caravelas, Santa Maria, Pinta e Niña, dezenas de Gatos, os quais, ao longo de 35 dias de viagem transatlântica, travaram verdadeiras batalhas contra os Ratos, protegendo as provisões alimentícias e permitindo que os membros da tripulação desembarcassem vivos nas margens desconhecidas, em 12 de outubro de 1492.
No século XVII, período conhecido como o da caça às bruxas, a Inquisição agiu fervorosamente em toda a Europa e América. Mulheres idosas e solitárias, que possuíam um Gato como companhia, eram acusadas de bruxaria, torturadas até que confessassem aquilo que a Igreja queria, e então eram condenadas à morte, queimadas vivas em público, e seus bens imediatamente roubados pela Igreja. O julgamento das bruxas de Salem, em Massachussetts, é um dos principais registros deste período negro da história dos Estados Unidos.
Mesmo nestes tempos de tanto ódio, os Gatos foram amados em alguns países, como na Rússia, onde eram comuns serem encontrados em conventos e mosteiros. Com o tempo, a Igreja também foi sendo mais tolerante à presença do Gato, e a perseguição aos felinos foi diminuindo. O cardeal Richelieu chegou a ter muitos Gatos, entre eles um angorá preto chamado Lúcifer. No século XVIII, são abolidas as leis sobre a feitiçaria. Neste período, Isaac Newton, para maior conforto dos seus Gatos, inventa a portinhola, que permitia que os Gatos entrassem e saíssem de casa quando bem entendessem. No século XIX são aprovadas na Inglaterra as primeiras leis anti-crueldades, e fundadas as primeiras organizações em defesa do Gato e de outros animais. Finalmente os Gatos passariam a receber cuidados especiais.
Mendel não estudou apenas ervilhas, mas também os Gatos. O pai da genética ficou impressionado com a alta diversidade resultante dos cruzamentos e com certas permanências que lhe sugeriram a hipótese de dois fatores, um recessivo e outro dominante. Ainda hoje os Gatos continuam dando o seu contributo à ciência e à sobrevivência da espécie humana. Em 1961, milhares de Gatos foram transportados de avião para Bornéu, para acabarem com uma grande invasão de Ratos nos arrozais, e com o sucesso esperado, evitaram que milhares de pessoas daquela ilha morressem de fome.
Lord Byron proclamou a superioridade do Gato em relação ao homem: Ele possui a beleza sem a vaidade, a força sem a insolência, a coragem sem a ferocidade, todas as virtudes do homem sem os vícios. Foram também exaltados por Victor Hugo, Charles Baudelaire, Mark Twain, Pablo Neruda, amados por Chopin, Liszt, Monet, Renoir, e outras importantes figuras da nossa história, pessoas de talento e sensibilidade.
Os Gatos domésticos fazem parte da família Felidae, que é dividida em seis gêneros: Felis, dos Gatos, Jaguatirica e Suçuarana (Puma); Panthera, do Leão, Tigre e Onça pintada (Jaguar); Acinonyx, da Cheeta; Uncia, do Leopardo das neves; Lynx, dos Linces; e Neofelis. No total são 37 espécies de felinos, das quais oito ocorrem naturalmente no Brasil: o Gato do mato pequeno, o Gato do mato grande, o Gato maracajá, o Gato palheiro, o Gato mourisco (Jagurundi), a Jaguatirica, a Suçuarana, e a Onça pintada. O Gato, apesar de domesticado, ainda possui características em comum com os seus parentes selvagens, como a técnica de caça. Gracioso, sociável, higiênico, inteligente e independente, passam cerca de 50% da vida em sono leve, 15% em sono profundo, e a maior parte dos 35% restantes, caçando, namorando, brincando e principalmente se limpando.
Infelizmente ainda hoje os Gatos continuam sendo perseguidos, por pessoas que se julgam representantes de uma raça superior. Há condições para uma vida harmoniosa entre Gatos e humanos. Inúmeros fatos da nossa história comprovam que estes felinos sempre estiveram do nosso lado, mesmo que só para conseguirem um simples afago.Amados e odiados, os gatos têm uma longa história, feita de encontros e desencontros com a raça humana. Idolatrados pelas civilizações mais antigas do planeta, vivemos uma fase negra quando, na Idade Média, fomos caçados, juntamente com as bruxas. Mais tarde, voltamos a assumir um lugar de relevo no seio de muitas famílias um pouco por todo o mundo, onde continuamos hoje, gozando do estatuto de um dos animais de estimação mais preferidos de todos os tempos.
- Alguns estudiosos apontam o "Miacis”, um animal parecido com uma doninha e que viveu há 40 ou 50 milhões de anos atrás, como o nosso parente mais próximo. Não conheço e nem sei se queria conhecer!
- Outros registos indicam que há cerca de 11 milhões de anos atrás, os nossos antepassados mais selvagens já davam saltos supersónicos na Ásia e que há 9 milhões de anos atrás já ronronavam algures nos Estados Unidos da América.
- Foi em tempos remotos, quando os níveis do mar subiram e desceram drasticamente, criando diferentes divisões territoriais, que nós, nómadas por natureza, começamos a palmilhar o mundo. Chegamos aos seus quatro cantos… bem, excepto à Antárctica. Íamos para o frio não!? Parece que não nos conhece… alguém falou em lareira?
- Há quem diga que já na Idade da Pedra percebemos que o nosso lugar era ao lado dos humanos, afinal de contas era com eles que estava a comida e onde havia comida, havia ratinhos!
- Diz-se que a primeira prova da nossa possível domesticação surgiu há mais de 8 mil anos atrás quando foram encontradas, na ilha do Chipre, sepulturas com os restos mortais de gatos, ratos e humanos… sim todos juntos!
- A agricultura era uma das mais importantes actividades económicas e de subsistência dos egípcios que, ao armazenar cereais enfrentaram um grande problema: os ratos que davam cabo de tudo num instante! Felizmente, um egípcio muito observador percebeu que os gatos eram excelentes caçadores (modéstia à parte!) e que eram os melhores seguranças a “contratar” para os armazéns reservados às colheitas anuais.
- A partir daí, éramos recebidos de braços abertos por todos, que faziam de tudo para nos manter perto das suas casas. Deixavam-nos comida, como pão embebido em leite ou cabeças de peixe, mas melhor do que isso, acarinhavam-nos. De facto, foram os egípcios a primeira comunidade a domesticar os gatos, recebendo-os dentro dos seus lares.
- Fomos colocados num pedestal tão alto que até foram criadas leis para nos proteger! Essa não sabia, pois não? Os imponentes faraós ditaram que era crime matar ou magoar um gato, mesmo que fosse por acidente. Por exemplo: se a casa do meu dono pegasse a arder, ele teria de me salvar primeiro e só depois a família! E se alguém matasse um felino, morria. Incrível…
- Se morrêssemos de causas naturais, toda a família rendia-se ao luto, que era sempre bastante sentido. Os nossos donos faziam questão de mostrar a sua tristeza com cânticos e pancadas no peito. Depois, éramos embrulhados num pano de linho e entregue ao padre, que (qual CSI!) verificava se a nossa morte tinha sido, de facto, natural.
- Verificada a causa da morte, o corpo era embalsamado, embrulhado de novo num pano de linho e enfeitado. Depois, ou era sepultado num cemitério especialmente concebido para gatos (os egípcios não brincavam em serviço!) ou colocado num túmulo em templos sagrados. Um desses templos encontrava-se em Bubastis (era um templo de Bastet, figura que vai conhecer mais adiante!), no entanto, foi em Beni-Hassan que uma escavação efectuada no início do século XIX desvendou mais de 300,000 gatos mumificados! Agora esta é a melhor parte: os egípcios também mumificavam ratos para que não nos faltasse alimento na próxima vida (até eles já sabiam que tínhamos sete!). Que queridos! Que paraíso!
- Mas não fica por aqui… tivemos direito à nossa própria deusa e tudo! Basteta, uma deusa maternal e intimamente associada à beleza, à elegância, à fertilidade e à felicidade, tinha corpo de mulher, mas cabeça de gato. Considerada uma grande protectora do homem, esta “deusa-gato” tornou-se numa das figuras mais glorificadas daquele tempo.
- Sabia que no antigo Egipto a palavra para gato era "mau", muito similar àquilo que é hoje o nosso muito universal "meow"?
- Posso ainda acrescentar que nunca esquecemos o quanto gostamos de ser tratados como realeza… e temos os egípcios para agradecer!
- Os egípcios adoravam os seus gatos de tal maneira que até criaram outra lei que proibia a nossa exportação. Mas, como nós felinos somos muito curiosos (pronto, queríamos viajar e conhecer o mundo!), cerca de dois mil anos depois, a moda de nos infiltramos nos barcos do Rio Nilo depressa pegou e aí fomos nós! Para além de assegurarmos a captura de muitos roedores, fomos ainda fiéis companheiros de milhares de capitães e marinheiros nas suas longas viagens.
- Os egípcios trataram do nosso plano de marketing, promovendo-nos como excelentes caçadores e camaradas leais, por isso, quando chegamos a novos países, a nossa fama já lá estava. Em Itália, na Grécia e em Inglaterra não fomos idolatrados, mas tínhamos muito valor para os nossos donos que depressa nos viam como um membro da família.
- No norte da Europa chegamos a ter outra deusa – Freya – que, quando retratada, estava sempre rodeada de gatos.
- No Japão, causamos uma excelente primeira impressão: os japoneses elegeram-nos como um animal misterioso, que traria muito sorte aos seus donos.
- E a partir daí, foi sempre a carimbar o passaporte, até chegarmos aos quatro continentes… e onde, em alguns países, fomos muito importantes durante o século XI, ao ajudar no combate contra os ratos que contribuíram para a propagação da peste negra.
- De deuses a diabos foi num instante e a nossa história vira uma página completamente diferente (e muito triste) no início da Idade Média quando o Papa Gregório IX anunciou publicamente o seu horror aos gatos, que definia como sendo “diabólicos”. Nessa altura, a Igreja Católica fez da exterminação dos gatos a sua grande missão e fico arrepiado só de pensar nos nossos conterrâneos, muitos retirados às suas famílias, torturados e mortos. Nessa altura, quem tivesse um gato e fosse descoberto, era rotulado de “bruxa” e igualmente morto. Juntos ou separados, as vítimas eram queimadas vivas, afogadas, enforcadas e, muitas vezes, os gatos eram enterrados vivos dentro das paredes das casas – dizia-se que traria sorte. A nós só nos trouxe azar!
- Até que, e face a uma população felina cada vez menor e uma comunidade de roedores a crescer de forma assustadora, alguém colocou (e muito inteligentemente!) um ponto final nesta barbárie. O facto de que a Europa estava a ser novamente avassalada por pragas e epidemias também ajudou.
- A partir do século XVII, e até à “Caça às Bruxas de Salém” em 1692 (altura em que fomos novamente perseguidos), os gatos voltaram aos bons velhos tempos: caçar ratos e receber mimos dos donos.
- Reza a história que, durante a corrida ao ouro em 1849, as pessoas compravam os gatos que chegavam em navios mercantis por $50 cada um e, nessa altura, isso era uma verdadeira fortuna!
- Em 1871 realiza-se, em Londres, a primeira grande exposição de gatos, um evento de enorme sucesso que catapultou o interesse e o fascínio dos gatos um pouco por todo o continente europeu.
- A cidade de San Francisco viveu, em 1884, uma praga de ratos tão grande que as pessoas disponibilizaram-se a pagar $100 por gato, certos que os felinos os ajudariam na luta contra o excesso de roedores.
- Cerca de 5 mil anos depois dos egípcios nos terem idolatrado, colocando a nossa imagem em tudo quanto era sítio, desde vasos e anéis, até no interior dos túmulos, continuamos a gozar do grande calor humano. Afinal, as nossas fotos estão espalhadas um pouco por toda a parte: desde os telemóveis e computadores dos nossos donos, passando pelas canecas de café, tapetes de rato (que ironia!) e t-shirts estampadas!
- Estima-se que existam hoje, só nos Estados Unidos (aqueles americanos adoram-nos!) aproximadamente 65 milhões de gatos domésticos. Um número que ultrapassa em larga escala o número de cães domésticos (ganhamos, hee-hee!).
- Com cerca de 40 espécies diferentes, se vivermos na rua, a nossa expectativa de vida é de cerca de 3 anos, mas nas mãos de um dono cuidadoso, podemos viver até aos 16 anos. A gata mais velha do mundo chama-se “Kataleena Lady”, nasceu no dia 11 de Março de 1977 e vive em Melbourne, na Austrália (aproveito para lhe mandar um beijinho especial… saúde Kataleena!). No entanto, diz-se que o gato mais velho do mundo foi o texano "Creme Puff” que chegou a celebrar o seu 38º aniversário em Agosto de 2005. No pódio está ainda o inglês “Devon” que, nascido em 1903, faleceu um dia após ter completado 36 anos, em 1939. Também natural do estado americano do Texas, a medalha de bronze vai para “Granpa” que miou até ao seu 34º aniversário.O processo de domesticação do felino é bem recente em comparação ao cachorro e, diferentemente deste, aquele passou por certas provações ao longo da humanidade até chegar a ser definitivamente aceito e amado pelas pessoas em suas casas.Antes de prosseguirmos com a história, vamos compreender sobre o ramo familiar dos gatos. Eles são da família Felidae, que possui diversos membros que compartilham semelhanças. Cientificamente, a cadeia familiar dos felinos foi dividida não levando em conta o tamanho do animal, mas sim a sua anatomia. Sendo assim, dividiram esses animais em três ramos:A – Felis – Seriam os gatos pequenos, que vão desde os selvagens aos domésticos.B – Panthera – Seriam os felinos mais selvagens, incluindo leões, leopardos, tigres e onças.O processo de acostumar o gato à realidade humana é recente, caso comparado a história do planeta e da própria sociedade. Estudiosos e historiadores apontam que esse processo teve início em torno de 5 a 8 mil anos atrás, enquanto, a título de comparação, os cachorros foram introduzidos aos lares humanos a cerca de 50 mil anos atrás.Os historiadores e estudiosos não sabem dizer exatamente quais as espécies selvagens do ramo da Felis evolui para o gato doméstico. Alguns acreditam que ele viria da evolução e domesticação do gato selvagem africano, o Felis Sylvestris libyca, que se encontrava na região do norte da África, oriente médio e começo da Ásia. O motivo que os levam crer nessa tese é porque apesar de serem selvagens, eles eram dóceis e gostavam de se fixar perto de assentamentos humanos. Ademais, o número de cromossomos deles é similar ao dos nossos gatos atuais.Com a evolução do ser humano e a constituição das comunidades, as pessoas começaram a plantar os seus alimentos. Invariavelmente, no entanto, as plantações eram atacadas por roedores, o que prejudicava a colheita e causava fome. Alguns indivíduos, observando as características predadoras naturais daqueles gatos, começaram o processo de não apenas domesticar, mas também treiná-los a fim de que protegessem a lavoura. Como isso deu certo, a demanda por gatos aumentou e os cruzamentos foram sendo feitos, fazendo que a cada geração os felinos fossem se acostumando ainda mais com a convivência humana. Não demorou muito para que os gatos se tornassem um dos animais mais queridos pelas pessoas.A adoração ao gato foi crescendo ao longo dos anos e teve, talvez, o seu pico no antigo Egito. Os felinos domesticados passaram do status de meros caçadores e companhias domésticas para o patamar de um deus – Bastet, iremos falar sobre isso em um próximo artigo. A admiração chegou a tal ponto que os gatos tornaram-se membros das famílias e eram tratados como se fossem pessoas. Ao morrerem, havia todo um ritual de sepultamento, que incluía desde a mumificação – dependendo do seu status na sociedade – a raspar parte da sobrancelha como forma de demonstrar o luto. O indivíduo que matasse um gato era punido severamente, podendo até morrer por causa disso. O gato, portanto, na antiga sociedade egípcia, tornou-se um símbolo que representava alegria, fertilidade, música, dança, saúde e proteção contra doenças contagiosas ou espíritos malignos.Esse apreço ao felino continuou a se propagar para outras regiões do mundo. Teve, no entanto, um impulso com o crescimento do Império Romano que adotou o gato como um animal especial e que serviria não apenas para a companhia humana, mas também para proteger as plantações. O amor e o carinho pelo gato era tal qual aquele do Egito e isso ajudou a fazer que a cultura de adoração pelo gato se espalhasse pelos povos que eram dominados pelos romanos.Esse comportamento das pessoas com os gatos, no entanto, começou a mudar na Idade Média. O crescimento da influência da Igreja foi um dos responsáveis por isso. Como muitos devem saber, começou na Europa uma caça às bruxas a partir do século 15 e foi até meados do século 17. Durante essas centenas de anos, a imagem do gato foi distorcida e associada a maldade. Uma das razões para essa interpretação errônea era porque as “bruxas” – que eram mulheres que usavam plantas a fim de ajudar na cura de moléstias – tinham um apreço aos felinos. Assim, toda vez que uma suposta “bruxa” era pega, havia na companhia um gato. A Igreja e a sociedade daquela época começou uma campanha de extermínio em massa dos felinos e, praticamente, deixaram de existir na Europa continental. A Grã-Bretanha foi um dos poucos lugares nos quais os gatos foram preservados, já que além do carinho que os ingleses tinham por esses animais, estes os ajudavam a manter os roedores longe das plantações.A partir do século 18, felizmente, a popularidade dos gatos voltaram a crescer. Isso muito se deveu aos novos ideais do iluminismo que ajudaram no combate ao pensamento radical e sem fundamento de outrora. As feiras de animais foram uma das responsáveis por essa nova fase, pois além de mostrar diferentes espécies de felinos, ajudavam na conscientização das pessoas. A partir daí, o amor ao gato voltou a se espalhar pelo mundo e esse animal tornou-se o animal número um das pessoas em países como Inglaterra, Estados Unidos, França, Alemanha, entre outros.A tendência que começou no começo dos anos 1700 permanece até hoje e o número de gatos já é maior do que o de cachorros em diversos locais do mundo. Nos Estados Unidos, já há mais de 85 milhões de felinos, enquanto o número de cachorros está na casa dos 60 milhões. O Brasil, segundo maior do mundo em animais domésticos, tem em torno de 40 milhões de cachorros e 21 de gatos. A tendência é que essa diferença diminua no nosso país, já que o crescimento anual de felinos é o dobro do de cães. Ademais, o brasileiro, historicamente um pouco reticente ao gato, começou a mudar o seu comportamento perante esse animal. Seguindo a tendência, em breve, mais e mais lares terão o prazer de compartilhar a felicidade de ter um felino em suas vidas.UMA GATA OU UMA MULHER com cabeça de gata simbolizava a deusa Bastet e representava os poderes benéficos do Sol. Seu centro de culto era Bubastis, cujo nome em egípcio — Per-Bastet — significa Casa de Bastet. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas espalhadas pelo mundo. Essa divindade também estava associada à Lua e protegia os partos e as mulheres grávidas de doenças e dos maus espíritos. Tornou-se ainda padroeira dos festivais, muito populares até a época romana, nos quais as bebedeiras eram comuns.
Ao lado, estatueta de bronze da deusa gata Bastet.
Museu Britânico.
O NOME QUE OS EGÍPCIOS DAVAM ao gato era myw, que correspondia ao som que o bicho emite, ou seja, o nosso conhecidomiau, palavra onomatopaica que passou para outros idiomas, inclusive o português, indicando o miado daquele animal. O gato, aliás, era um dos bichos mais estimados no Egito. Bastet era uma divindade bastante antiga, já citada nas primeiras dinastias, quando então era identificada com os gatos selvagens que povoavam o país. Foi a partir do Império Médio (c. 2040 a 1640 a.C.) que ela começou a ser associada com o gato doméstico. Seu nome significa "deusa do bas", palavra que identifica um jarro de unguento para cerimônias funerárias. Símbolo do amor materno, da fecundidade e da doçura, protegia os lares e a partir da IV dinastia (c. 2575 a.C.) aparece como mãe do faraó, a quem ajuda. Sendo os soberanos da XII dinastia (1991 a 1783 a.C.) oriundos de Bubastis, tornaram a deusa de sua cidade natal uma divindade de cunho nacional. Dessa época em diante foi considerada filha de Rá e os poderes benéficos do Sol lhe foram incorporados.DURANTE O TERCEIRO PERÍODO Intermediário (c. 1070 a 712 a.C) começaram a ser construídas necrópoles para abrigar múmias de gatos. Esses animais eram criados no templo de Bubastis com o objetivo de serem sacrificados à deusa e mumificados. Devotos da divindade adquiriam tais múmias que eram envoltas em tecido, colocadas em sarcófagos feitos sob medida e enterradas como oferendas à Bastet em túmulos subterrâneos cobertos com uma abóbada. Quando os reis líbios da XXII dinastia (c. 945 a 712 a.C.) fizeram de Bubastis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido.A PARTIR DA XXVI DINASTIA (664 a 525 a.C.), agora já no chamado Período Tardio (c. 712 a 332 a.C.), tornou-se comum os adeptos da deusa lhe oferecerem, em seus templos, ex-votos na forma de estatuetas que representavam a divindade sob a forma de gato. Feitas geralmente de bronze, mas também de outros materiais, as esculturas costumavam trazer no pescoço um colar ou o olhoUedjat e brincos de ouro nas orelhas. Ao ser representada na forma humana podia trazer nas mãos um cetro, uma planta de papiro, um sistro, instrumento musical que tocava nas festividades, etc. No braço podia carregar um cesto que, às vezes, aparece cheio de gatos.DIZIA A LENDA que a deusa-leoa Sekhmet, após ter dizimado parte dahumanidade, fora apaziguada e se transformara numa gata mansa. A terrível bebedora de sangue se trasformara em Bastet, bebedora de leite. Em Bubastis, cidade situada na região central do delta nilótico e principal centro de culto dessa deusa, as festas em sua homenagem eram muito concorridas. O historiador Heródoto (aprox. 480-425 a. C.), falando de tais festas no seu tempo, escreveu:
Os egípcios celebram todos os anos grande número de festas. A mais importante e cujo cerimonial é observado com maior zelo é a que se realiza em Bubastis. A vida em Bubastis por ocasião das festividades transforma-se por completo. Tudo é alegria, bulício e confusão. Nos barcos engalanados singrando o rio em todas as direções, homens, mulheres e crianças, munidos, em sua maioria, de instrumentos musicais, predominantemente a flauta, enchem o ar de vibrações sonoras, do ruído de palmas, de cantos, de vozes, de ditos humorísticos e, às vezes, injuriosos, e de exclamações sem conta. Das outras localidades ribeirinhas afluem constantemente novos barcos igualmente enfeitados e igualmente pejados de pessoas de todas as classes e de todos os tipos, ansiosas por tomar parte nos folguedos, homenagear a deusa e imolar em sua honra grande número de vítimas que trazem consigo e previamente escolhidas. Enquanto dura a festa, não cessam as expansões de alegria, as danças e as libações. No curto período das festividades consome-se mais vinho do que em todo o resto do ano, pois para ali se dirigem, segundo afirmam os habitantes, cerca de setecentas mil pessoas de ambos os sexos, sem contar as crianças.Acima, estatueta de bronze de Bastet da época romana. Museu Britânico. NO EGITO os arqueólogos encontraram cemitérios inteiros de animais sagrados mumificados. Essa prática cresceu de importância no período mais recente da história do Egito antigo, sob o domínio dos Ptolomeus. Por isso, não deve ser considerada típica da vida religiosa do Egito em seu auge.
OS CEMITÉRIOS de animais estavam situados nas proximidades de seus respectivos centros de culto. Assim, os gatos, que representavam essa deusa Bastet da alegria e do amor, eram mumificados e enterrados em Bubastis.A MUMIFICAÇÃO DE ANIMAIS e pássaros, em verdade, era muito grosseira e o corpo era freqüentemente reduzido a um esqueleto antes de ser envolto em bandagens. Tais bandagens, porém, eram aplicadas com grande habilidade e todos os esforços eram envidados para produzir uma múmia convincente na aparência. Essa múmia de gato, do Período Tardio, por exemplo, está cuidadosamente envolta por numerosas tiras de linho.EMBORA A MAIOR PARTE dos animais mumificados sejam dosúltimos períodos da história egípcia, a prática de venerar certos animais em particular existiu já nos períodos mais antigos. Muito antes do culto aos animais sagrados do Período Tardio, o príncipe Tutmósis, irmão mais velho de Akhenaton (c. 1353 a 1335 a.C.), mandou mumificar e enterrar sua gata preferida com o título de Osíris Tamit justificado. Seguindo o modelo dos sarcófagos do Império Antigo, o caixão de pedra imita uma capela: as paredes laterais são mais elevadas. Os textos inscritos no sarcófago pedem a proteção à deusa Nut e aos quatro filhos de Hórus, enquanto que a gata aparece com um colar diante de uma mesa de oferendas. Nas faces menores, Ísis e Néftis encontram-se ajoelhadas em sinal de amparo.A história dos gatos persas no mundo ocidental começou no século XVII, quando Pietro della Valle introduziu os primeiros exemplares desta raça na Europa.
Os gatos persas são uma das mais antigas conhecidas raça de gatos.Desconhece-se o início da história, mas sabe-se que os primeiros gatos dessa raça vieram da Pérsia (atual Irã) e Turquia, no século XVII. Foi o explorador italiano Pietro della Valle (1586 – 1652) quem trouxe exemplares de gatos persas para Itália, por volta de 1620.No século XIX exemplares dessa raça existente em Itália foram cruzados com gatos da raça angorá, em Inglaterra, o que deu origem à moderna raça de gatos persas.Nessa altura, os gatos persas tornaram-se uma raça popular na Europa e chegaram à América, no final desse século. No suplemento semanal da revista americana Harper’s Magazine, de 27 de janeiro de 1872, aparece uma ilustração de várias exposições felinas do Palácio de Cristal de Londres, incluindo um espetáculo de gatos persas.Em 1950, foram cruzados exemplares de gatos persas com gatos siameses, tendo sido criada uma nova raça, os gatos himalaios. Desde 1984, os gatos himalaios foram considerados pela Cat Fanciers’ Association – CFA como sendo uma variante dos gatos persas, apesar da objeção dos criadores destas raças.Características dos Gatos Persas:
Desenhos e fotografias antigas revelam gatos persas com características um pouco diferentes das raças modernas. As imagens seguintes foram retiradas da revista Country Life in America, de setembro de 1908.O persas têm esqueleto pesado, pernas grosssa e curtas e patas grandes. São bem musculados e de porte médio a grande. O pescoço é curto e grosso, os ombros e peito largos. A cauda é curta e proporcional ao corpo.Têm cabeça grande e ampla, grandes olhos, bem separados, redondos e expressivos. Orelhas pequenas, de pontas arredondas e nitidamente separadas. O nariz, de narinas bem abertas, é curto, com uma quebra entre os olhos e as pálpebras. A expressão geral é doce.Os gatos persas têm uma natureza doce e gentil e uma personalidade descontraída. São uma raça carinhosa e desfrutam da companhia dos seus cuidadores.São gatos tranquilos, de trato fácil e geralmente dão-se bem com outros animais de estimação e com os membros da família, apesar de ser preferível evitar crianças nervosas ou barulhentas.Os seus miados são suaves e discretos, sendo por isso ótimos para apartamentos. São gatos apegados ao dono, dóceis, carinhosos e preguiçosos, passando grande parte do dia dormindo num sofá ou noutro local fofito.Independente de ter raça definida ou não, a astúcia, a habilidade e os eficientes sentidos naturais (6º sentido), concede aos gatos o direito de ter muitos admiradores O gato desempenhou um papel importante na mitologia. Os documentos mais antigos existentes no Egito , sobre os gatos, datam de 3.000 A.C . Sómente a partir da 12ª. Dinastia é que as múmias dos gatos começam a assinalar a sua domesticação.
Os egípcios sempre manifestaram muita estima pelos gatos, desde a semelhança com a Esfinge, que originou a adoração em todos os templos.Destaca-se, também, a estátua de Bast, caracterizado por uma mulher com cabeça de felino, vestindo longa saia listrada e gravata, tendo na mão direita um sistro e, na esquerda um recepiente.O animal acompanhava o dono em todas as situações e era tratado com o maior respeito. Quando um gato morria, todos os moradores da casa raspavam os supercílios em sinal de luto. Foram esculpidos em madeira, jóias e peças de mobílias, como prova de reconhecimento ao seu amor.A pessoa que praticasse crueldade contra um gato, era abandonada ao ódio do povo para ser insultada e apredejada. Cambises aproveitou deste culto para invadir o Egito. Em vez de um escudo , deu um gato a cada soldado e os egípicios preferiram ser vencidos a ter que matar os animais.O gato doméstico surgiu na Europa na Idade Média e, até o século XVI era considerado raro e precioso. O gato Montês da Europa ( Felis Catus) descende dos gatos dos antigos egípcios( Felis Maniculata), habitante da África Ocidental e domesticado pelo núbios.Foi considerado como símbolo de liberdade na antiga Roma.As pesquisas indicam que o tronco de origem das raças é marcado pela variedade de espécies. Estudando-se as características típicas das raças, percebe-se que ocorreram sucessivos cruzamentos, que produziram os gatos índios( Felis Chaus) e afegãs( Felis Chaviana), de onde, provavelmente se originaram algumas raças asiáticas de pelos longos, como os angorás.O conceito de criação seletiva e produção de pedigrees aconteceu após a metade do século XIX. Uma feira inglesa foi a primeira a realizar um exposição de gatos, em 1958. Sómente após aproximadamente 300 anos é que se iniciaram os eventos mais significativos para o aprimoramento das raças.As raças que mais possuem registros nos Clubes Brasileiros são : Persa, Exótico, Siamês, Sagrado da Birmânia, Oriental e British.Independente de ter raça definida ou não, a astúcia, a habilidade e os eficientes sentidos naturais (6º sentido), concede aos gatos o direito de ter muitos admiradores. Eles estão conquistando cada vez mais espaço nos lares e na sociedade.Personagens como a Mulher Gato, o Tom, o Frajola, o gato Félix, o Garfield, entre outros personagens, reforçam a idéia que os gatos são irresístiveis companheiros e merecem ser muito valorizados através da cultura e da arte.Os gatos nas artes plásticas
Gato Egípcio
2ª Dinastia - 945-715 a.C
Bronze - olhos banhados a ouro
The University Museum - University of Pennsylvania
Dentre os animais pintados e esculpidos no que hoje chamamos de "arte" (fine-art), o gato talvez seja o mais constante, o rei, a rainha, o sábio, a musa, enfim, o Deus de pintores e escultores. São incontáveis os artistas que o desenharam, pintaram, grafaram, esculpiram, fotografaram - dos desenhos animados (Garfield, Manda-Chuva, Tom e Frajola, Félix, o Gato de Botas etc) às telas famosas de Van Gogh, Cézanne, Renoir, Degas, Monet, Di Cavalcante, às peças de Camille Claudel etc, todos retrataram seus encantos.
Na literatura, Guimarães Rosa, Jorge Amado, Manuel Bandeira, Raquel de Queirós, Charles Baudelaire, T.S.Eliot entre outros o cantaram em verso e prosa. Eliot, autor dos poemas que deram origem ao musical Cats, há anos em cartaz na Broadway - NY, jamais imaginou tamanho sucesso quando os publicou. Para os amantes da modernidade, outra prosa de sucesso é "Internet for Cats", livrinho da moda entre os americanos, onde o felino protagonista navega empolgadamente pela Internet. Um pouco mais sério é o Siamês Akhenaton, narrador de "Uma história do homem contada por um gato" (Ed.Siciliano), traduzido do siamês pelo historiador francês Gérard Vincent. Fantástico.
Sem dúvida outros animais foram pintados, "romanceados", fotografados, esculpidos, mas o gato....Francês - 1859-1923
Litografia
Museum of Fine Arts
Boston"Mulher com um Gato"
Renoir - França 1841-1919
National Galery of Art - WashingtonAmericano - sec.19 (Gato preto na Cadeira)
Uma das maiores homenagens já feitas a um gato, e por extensão a todos os gatos enquanto seres inspiradores de beleza e arte - entre outras coisas - é o Museu do Gato (Cat Cabinet) em Amsterdam - Holanda. O "Cat Cabinet" foi aberto em 1990, fundado por Bob Meijer, em memória de seu John Pierpont Morgan (1967-1984), um belo felino. É o único museu do mundo a mostrar uma coleção de objetos de arte totalmente centrados no tema do "gato", e tem como objetivo uma mostra do gato na arte e cultura através dos séculos. A Galeria tem um valioso acervo que vai de antiguidades de grande valor histórico e monetário a peças de artistas contemporâneos.
Cat CabinetHerengracht 468 - 1017 CA Amsterdam - Holland
tel: 020-626 53 78
fax: 020-626 67 64
Curator: Drs.Kika Notten-van Manen
Director: Mr.B.Meijer
De Terça-feira a Sábado - 11.00am/17.00pm
Domingo - 12.00am/17.00pm.Os Gatos e a ReligiãoOs deuses que não possuíam forma animal tinham um animal sagrado a eles dedicado, que os simbolizava. Entre estes animais, o gato foi um dos mais adorados, tanto por sua fecundidade quanto por seus hábitos noturnos, que o tornaram o guardião da noite, dos mortos, e dos mistérios da vida e da morte.
Em diversas culturas da Antigüidade, em especial nas culturas orientais, o gato era considerado um guardião das almas dos mortos, detentor dos mistérios da vida e da morte, um condutor que as levava até o outro lado.
Sob esta perspectiva, o gato era adorado como divindade, e reverenciado como animal de grande poder místico.
"O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, e somente então, ele irá liderar a alma até seu repouso final." ( The Mythology Of Cats, Gerald & Loretta Hausman )
O Culto Egípcio
No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.
O Gato na Grécia
Na Grécia clássica, o gato foi associado à feminilidade, ao amor e ao prazer sexual, atributos de Afrodite. Também foi associado à Artemis, a deusa da caça e da lua, da qual se dizia que teria escapado um perseguidor, Tiphon, transformada em gata.
O Culto em Roma
No Império Romano, o gato esteve ligado a várias deusas. Diana, a caçadora, governava a fecundidade e a lua, assim como Bastet, e uma lenda antiga atribui a ela a criação do gato. Também a sensual Vênus é representada como uma gata, uma encarnação de emoções maternas.O Gato na Babilônia
Apesar de não haver culto ao gato, dizia um mito que o gato teria nascido do espirro de um leão. O leão, aliás, era um símbolo da realeza.
O Gato na América Pré-Colombiana
Na América, embora não houvessem gatos domésticos, os grandes felinos, como o puma e o jaguar, tiveram seu lugar no panteão dos deuses. O jaguar era símbolo de grande força e sabedoria, e acreditava-se que os curandeiros mortos transformassem-se neste animal.
O Culto Celta
Na cultura celta, a deusa Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin, que em uma de suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.
O Culto Escandinavo
Nas lendas nórdicas, aparece a deusa do submundo Freya, cuja carruagem era puxada por dois gatos, que representavam as qualidades da deusa, a fecundidade e a ferocidade. Estes gatos mostravam bem as facetas do gato doméstico, ao mesmo tempo afetuoso e terno, e feroz quando excitado. Os templos pagãos eram freqüentemente adornados com imagens de gatos. Na Finlândia, havia a crença em um trenó puxado por gatos que levava as almas dos mortos.
O Gato no Islã
Há uma série de contos associando os gatos ao profeta Maomé, a quem teriam inclusive salvo da morte, ao matar uma serpente que o atacava. Por causa desta associação entre o gato e o Islã, a Igreja Católica conseguiu tanto êxito ao relacionar o culto ao gato com as heresias e o demônio.
O Gato no Budismo
Nos cânones originais do budismo, o gato é excluído da lista de animais protegidos, devido ao fato de que, no momento da morte de Buda, quando todos os animais se reuniram para chorar seus restos, o gato haver não só mantido os olhos secos como comido tranqüilamente um rato, provando sua falta de respeito pelo acontecimento solene. Entretanto, apesar da lenda, o gato foi venerado pelos primeiros budistas por seu autodomínio e a tendência à meditação. Na China, estatuetas de gatos eram usadas para expulsar os maus espíritos, e havia dois tipos de gatos, os bons e os maus, que eram facilmente diferenciados por que os maus tinham duas caudas. No Japão, quando um gato morria, era enterrado no templo do dono, e no altar do mesmo era oferecido um gato semelhante, pintado ou esculpido, para garantir ao dono tranqüilidade e boa sorte durante sua vida.O Gato e o Judaísmo
No Talmude, o gato só aparece cerca de 500 d.C., quando o livro sagrado louva brevemente seu asseio. Entretanto, uma antiga lenda hebraica conta que o gato teria sido criado em plena Arca, quando Noé, em desespero por que os ratos estavam se multiplicando e devorando todas as provisões, implorou à Deus que lhe enviasse uma solução. O gato então teria sido criado de um sopro do leão. Outra antiga lenda judaico-espanhola diz que Lilith, a primeira mulher de Adão, o teria deixado para se transformar em um vampiro, que sob o aspecto de um gato preto, atacava bebês adormecidos e indefesos e lhes sugava o sangue.
O Gato e o Cristianismo
A Igreja , no início de sua história, adotou alguns símbolos pagãos e rejeitou outros. Assim, Jesus se tornou "o Leão de Judá", e a serpente a égide do mal. Na seita dos coptas, surgida por volta do século I d.C., havia no evangelho gatos que julgavam os homens após a morte. A primitiva Igreja celta associou vários santos às tradições pagãs e ao culto ao gato.
Santa Gertrudes de Nivelles, por exemplo, é representada sempre com um gato, e, na França, dizia-se que Santa Ágata transformava-se em um gato enfurecido para punir os infiéis. Na Idade Média, entretanto, a imagem do gato começou a mudar. No século V, os gnósticos, que atribuíam igual importância a Jesus, Buda e Zoroastro, foram acusados de adorar o demônio na figura de um gato preto. No ano de 1232, o papa Gregório IX funda a Santa Inquisição, com o intuito de descobrir heréticos que cultuavam o demônio, novamente na figura de um gato preto, macho. Em 1344, surge na França, o culto de São Vito, em Metz, queimando vivos anualmente 13 gatos em uma gaiola. Quando a Peste Negra atacou a Europa, dizimando quase um terço da população, inicialmente os gatos foram considerados culpados e perseguidos, ordenando-se a sua destruição. A associação da figura do gato ao culto ao demônio levou inevitavelmente à sua vinculação à feitiçaria e às artes mágicas. No século XV, na Alemanha, ressurgem cultos pagãos como o da deusa Freya. Em 1484, o papa Inocêncio VIII difunde a crença de que as feiticeiras veneravam Satanás encarnado em gato. Por toda a Europa, pessoas inocentes foram torturadas em nome de Deus. E, com elas, seus gatos. Em Ypres, na França, centenas de gatos eram atirados do alto de um campanário em um festival anual. Milhares de gatos foram sacrificados em rituais durante a Páscoa. A perseguição chegou até mesmo à América, quando, em 1692, várias pessoas foram executadas em Salem, no estado de Massachusetts. Entretanto, mesmo nestes tempos inglórios, os gatos foram também companheiros amados em alguns países, como na Rússia, onde eram comuns serem encontrados em conventos e mosteiros. O Cardeal Richelieu possuía vários gatos, entre eles um angorá preto chamado Lúcifer. No sul da França, corria a lenda dos gatos mágicos chamados matagots, que traziam fortuna e sorte a quem os acolhia e amava. Com o passar do tempo, a perseguição foi recrudescendo, e a importância dos gatos como controladores dos roedores foi reconhecido. No século XVIII, são abolidas as leis sobre a feitiçaria, e até mesmo o papa Pio IX rendeu-se aos seus encantos.Gatos - Significados, Mitos e Verdades :sNa época de Atlântida, os curandeiros usavam cristais em seus trabalhos. Os cristais eram usados como um canal de cura. Quando os curandeiros visitavam vilas distantes, eles não podiam usar os cristais pois o povo desconfiava deles achando que eles usavam magia negra.
Como eles não podiam usar cristais, os curandeiros levavam gatos que exerciam exatamente a mesma função dos cristais, desse modo, os gatos têm sido usados inúmeras vezes na arte da cura. Mesmo os Deuses que não possuíam forma animal tinham um animal sagrado a eles dedicado, que os simbolizava. Entre estes animais, o gato foi um dos mais adorados, tanto por sua fecundidade quanto por seus hábitos noturnos, que o tornaram o guardião da noite, dos mortos, e dos mistérios da vida e da morte.
Os gatos têm o poder de diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo. Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa energia. Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de negatividade ao absorver energia de tantas pessoas. Quando eles dormem, o corpo do gato libera a negatividade que ele removeu de nós. Se estivermos excessivamente estressados, eles podem não ter tempo suficientepara liberar tamanha quantidade de energia negativa, e conseqüentemente ela se acumula como gordura até que eles possam liberá-la. Por conta disso, muitos deles se tornarão obesos.Os Gatos e as Religiões.gif)
O Culto Egípcio: No Egito dos faraós, o gato era adorado na figura da deusa Bastet, representada comumente com corpo de mulher e cabeça de gata. Esta bela deusa era o símbolo da luz, do calor e da energia. Era também o símbolo da lua, e acreditava-se que tinha o poder de fertilizar a terra e os homens, curar doenças e conduzir as almas dos mortos. Nesta época, os gatos eram considerados guardiões do outro mundo, e eram comuns em muitos amuletos.
O Gato na Grécia: Na Grécia clássica, o gato foi associado à feminilidade, ao amor e ao prazer sexual, atributos de Afrodite. Também foi associado à Artemis, a deusa da caça e da lua, da qual se dizia que teria escapado um perseguidor, Tiphon, transformada em gata.
O Culto em Roma: No Império Romano, o gato esteve ligado a várias deusas. Diana, a caçadora, governava a fecundidade e a lua, assim como Bastet, e uma lenda antiga atribui a ela a criação do gato. Também a sensual Vênus é representada como uma gata, uma encarnação de emoções maternas.
O Gato na Babilônia: Apesar de não haver culto ao gato, dizia um mito que o gato teria nascido do espirro de um leão. O leão, aliás, era um símbolo da realeza.
O Gato na América Pré-Colombiana: Na América, embora não houvessem gatos domésticos, os grandes felinos, como o puma e o jaguar, tiveram seu lugar no panteão dos deuses. O jaguar era símbolo de grande força e sabedoria, e acreditava-se que os curandeiros mortos transformassem-se neste animal.
O Culto Celta: Na cultura celta, a deusa Cerridwen tem um elo de ligação com o culto ao gato relativo à fecundidade através de seu filho Taliesin, que em uma de suas encarnações foi descrito como um gato com a cabeça sarapintada.
O Culto Escandinavo: Nas lendas nórdicas, aparece a deusa do submundo Freya, cuja carruagem era puxada por dois gatos, que representavam as qualidades da deusa, a fecundidade e a ferocidade. Estes gatos mostravam bem as facetas do gato doméstico, ao mesmo tempo afetuoso e terno, e feroz quando excitado. Os templos pagãos eram freqüentemente adornados com imagens de gatos. Na Finlândia, havia a crença em um trenó puxado por gatos que levava as almas dos mortos.
O Gato no Islã: Há uma série de contos associando os gatos ao profeta Maomé, a quem teriam inclusive salvo da morte, ao matar uma serpente que o atacava. Por causa desta associação entre o gato e o Islã, a Igreja Católica conseguiu tanto êxito ao relacionar o culto ao gato com as heresias e o demônio.
O Gato no Budismo: Nos cânones originais do budismo, o gato é excluído da lista de animais protegidos, devido ao fato
de que, no momento da morte de Buda, quando todos os animais se reuniram para chorar seus restos, o gato haver não só mantido os olhos secos como comido tranqüilamente um rato, provando sua falta de respeito pelo acontecimento solene. Entretanto, apesar da lenda, o gato foi venerado pelos primeiros budistas por seu autodomínio e a tendência à meditação. Na China, estatuetas de gatos eram usadas para expulsar os maus espíritos, e havia dois tipos de gatos, os bons e os maus, que eram facilmente diferenciados por que os maus tinham duas caudas. No Japão, quando um gato morria, era enterrado no templo do dono, e no altar do mesmo era oferecido um gato semelhante, pintado ou esculpido, para garantir ao dono tranqüilidade e boa sorte durante sua vida.
O Gato e o Judaísmo: No Talmude, o gato só aparece cerca de 500 d.C., quando o livro sagrado louva brevemente seu asseio. Entretanto, uma antiga lenda hebraica conta que o gato teria sido criado em plena Arca, quando Noé, em desespero por que os ratos estavam se multiplicando e devorando todas as provisões, implorou à Deus que lhe enviasse uma solução. O gato então teria sido criado de um sopro do leão. Outra antiga lenda judaico-espanhola diz que Lilith, a primeira mulher de Adão, o teria deixado para se transformar em um vampiro, que sob o aspecto de um gato preto, atacava bebês adormecidos e indefesos e lhes sugava o sangue.
O Gato e o Cristianismo: A Igreja , no início de sua história, adotou alguns símbolos pagãos e rejeitou outros. Assim, Jesus se tornou "o Leão de Judá", e a serpente a égide do mal. Na seita dos coptas, surgida por volta do século I d.C., havia no evangelho gatos que julgavam os homens após a morte. A primitiva Igreja celta associou vários santos às tradições pagãs e ao culto ao gato. Santa Gertrudes de Nivelles, por exemplo, é representada sempre com um gato, e, na França, dizia-se que Santa Ágata transformava-se em um gato enfurecido para punir os infiéis. Na Idade Média, entretanto, a imagem do gato começou a mudar. No século V, os gnósticos, que atribuíam igual importância a Jesus, Buda e Zoroastro, foram acusados de adorar o demônio na figura de um gato preto.No ano de 1232, o papa Gregório IX funda a Santa Inquisição, com o intuito de descobrir heréticos que cultuavam o demônio, novamente na figura de um gato preto, macho. Em 1344, surge na França, o culto de São Vito, em Metz, queimando vivos anualmente 13 gatos em uma gaiola. Quando a Peste Negra atacou a Europa, dizimando quase um terço da população, inicialmente os gatos foram considerados culpados e perseguidos, ordenando-se a sua destruição. A associação da figura do gato ao culto ao demônio levou inevitavelmente à sua vinculação à feitiçaria e às artes mágicas. No século XV, na Alemanha, ressurgem cultos pagãos como o da deusa Freya. Em 1484, o papa Inocêncio VIII difunde a crença de que as feiticeiras veneravam Satanás encarnado em gato. Por toda a Europa, pessoas inocentes foram torturadas em nome de Deus. E, com elas, seus gatos. Em Ypres, na França,centenas de gatos eram atirados do alto de um campanário em um festival anual. Milhares de gatos foram sacrificados em rituais durante a Páscoa. A perseguição chegou até mesmo à América, quando, em 1692, várias pessoas foram executadas em Salem, no estado de Massachusetts.Entretanto, mesmo nestes tempos inglórios, os gatos foram também companheiros amados em alguns países, como na Rússia, onde eram comuns serem encontrados em conventos e mosteiros. O Cardeal Richelieu possuía vários gatos, entre eles um angorá preto chamado Lúcifer. No sul da França, corria a lenda dos gatos mágicos chamados matagots, que traziam fortuna e sorte a quem os acolhia e amava. Com o passar do tempo, a perseguição foi recrudescendo, e a importância dos gatos como controladores dos roedores foi reconhecido. No século XVIII, são abolidas as leis sobre a feitiçaria, e até mesmo o papa Pio IX rendeu-se aos seus encantos.Os gatos são um dos maiores companheiros espirituais e através de seus poderes tem ajudado o homem cumprir suas missões desde civilizações antigas e até os dias de hoje.Umas das funções do gato é cuidar da família e do ambiente protegendo e transmutando contra energias negativas e se você tiver uma conexão muito forte com ele perceberá os sinais de premonições que tentará passar.O ideal numa casa é ter um cão e um gato, pois o cão vai ajudar o gato, pois ele vai atuar mais firmemente nas proteções das pessoas e dos ambientes.Os gatos vivem partes neste mudo e fora dele (no filme Constantine tem um trecho que fala sobre isso), os gatos pretos são muito mais resistentes do que os comuns (os cães pretos também), pois aguentam até trabalhos de magia e feitiçaria negra, por isso que as bruxas, magos etc, possuem gatos pretos para sua proteção, outra curiosidade são os ninjas eles imitam suas habilidades de andar e no kung fu tem uma técnica somente do gato.Tire os pensamentos errôneos de que os gatos não fazem nada, que são preguiçosos e tudo que fazem é comer e dormir e que ficam sujando por aí, ao contrário de que muitas pessoas pensam, os gatos são muito limpos, se educado adequadamente.Então! Vamos entender mais sobre esses nossos amiguinhos especiais!Resumo da Cultura dos GatosMiacis+Dinicts=O primeiro ancestral do nosso querido gato doméstico, o Miacis viveu aproximadamente há 40 milhões de anos, era um animal com características muito diferentes em relação à classe atual dos felinos.Acredita-se que ele vivia em árvores para se proteger dos predadores.Na evolução da espécie oDinicts, foi o que começou a ter traços semelhantes aos felinos de hoje, isso aproximadamente há 10 milhões de anos. Estão presentes na sociedade, como animais domésticos, desde cerca de 9 mil anos atrás. Nesse tempo, foram perseguidos, adorados como Deuses, serviram de utilidade pública, ou simplesmente amados por uma família.
Há 2 mil anos, o gato era tido como animal sagrado no Antigo Egito. Bastet, a Deusa da Felicidade e da Fertilidade, era geralmente representada por uma mulher com uma cabeça de gato, bem como o seu animal-totem, que igualmente era considerado um Deus. Além de Bastet, Sekhmet, é uma Deusa egípcia representada por figura de felino.Os egípcios apreciavam de tal maneira seus gatos que sua exportação era expressamente proibida, mas os mercadores jônicos entregaram-se a um lucrativo contrabando que permitiu ao gato caseiro alcançar primeiro a Ásia Menor e depois Europa. Na Índia o gato foi, domesticado na mesma época que no Egito.A China já conhecia o gato-caseiro 1.000 anos antes de nossa era, o Japão um pouco mais tarde. A Idade Média foi, de um modo geral, hostil aos gatos, que eram associados às feitiçarias e considerados criaturas diabólicas. Nesse período eles passaram a ser perseguidos pelos fanáticos religiosos, os mesmos que os acolheram durante muito tempo, os cristãos. Era visto como um animal do Diabo, principalmente os de cor preta e também por causa da sua ligação com Bastet, Deusa da fertilidade e Fréia, a Deusa do amor. Milhares de gatos foram queimados em praça pública, juntamente com mulheres acusadas de bruxaria. Somente após o final da Idade Média os gatos puderam desfrutar as suas sete vidas da maneira que sempre quiseram, instalados confortavelmente nas casas dos humanos, com comida à vontade e várias regalias. É desta época que parte a maioria das superstições, das quais algumas chegaram aos nossos dias.Em diversas culturas da Antiguidade, em especial nas culturas orientais, o gato era considerado um guardião das almas dos mortos, detentor dos mistérios da vida e da morte, um condutor que as levava até o outro lado. Sob esta perspectiva, o gato era adorado como Divindade, e reverenciado como animal de grande poder místico.O gato imortal existe, em algum mundo intermediário entre a vida e a morte, observando e esperando, passivo até o momento em que o espírito humano se torna livre. Então, ele irá liderar a alma até seu repouso final.Na mente de muitas pessoas, o gato ainda é um animal misterioso, quase sagrado, de uma visão além do normal e uma percepção aguçada. Diz-se mesmo que teria poderes paranormais, que saberia muito mais dos segredos da vida do que nós. Qualquer pessoa que tenha tido a chance de conviver com um gato percebe facilmente que boa parte dessas características parece mesmo ser verdadeira.Os gatos realmente parecem ter uma percepção extrasensorial, uma visão diferenciada, além do normal. Quase sempre dão a impressão de pertencerem a uma esfera superior, a um nível mais elevado de consciência.Os gatos parecem saber exatamente como nos sentimos, mesmo que não se tenha nenhuma reação diferente. Estão sempre por perto quando precisamos, mesmo sem serem chamados. E compreendem perfeitamente o que dizemos. Perceba como o gato o encara enquanto você fala com ele. Olhe dentro dos seus olhos, você verá neles a chama da inteligência. Perceberá a compreensão latente em seu olhar profundo e penetrante.Por sua espiritualidade intrínseca, os gatos foram usados como forma de proteção contra energias negativas e como vetores de cura. Os celtas diziam que os gatos, assim como demais animais domésticos, eram a reencarnação de parentes já falecidos, ancestrais que reeencarnavam nessas formas de vida para aconselhar. Nessa corrente de pensamento, o gato era considerado o animal mais apropriado, justamente por sua percepção aguçada.Animal enigmático, considerado sagrado ou maldito por diferentes civilizações ou em diferentes épocas, a fascinação que produz a sua contemplação tem algo de esotérico e misterioso.Este pequeno representante da família dos felídeos, esteve unido à história do homem com um carisma totalmente diferente ao do cão. Ao contrário deste, o gato não perdeu a sua identidade de animal semiselvagem, a sua independência e o seu absoluto desprezo a tudo o que não satisfaça o seu instinto. O cão abandonado sofre mais por falta de afeto que por carência de alimentos ou de lar, o gato além de não necessitar do dono, se aproxima ao homem para aproveitar o que o seu anfitrião pode oferecer-lhe comida, calor, carinho, etc.A beleza do gato, além das suas qualidades de felino, se encontra no seu comportamento libertário. Jamais será dominado, se ele não quiser, pelo capricho do seu dono, só se aproximará para se esfregar no seu cuidador quando ele quiser e não para exteriorizar afeto, mas por pura voluptuosidade. É capaz de viver à margem do lar e completamente auto suficiente no que se refere à alimentação num meio rural ou urbano primário e, inclusive, nas grandes metrópoles é capaz de sobreviver de restos, de desperdícios e da caça de pardais e de outras avezinhas. As diferentes raças de gatos são devidas à seleção artificial, realizada pelo homem, mas é curioso comprovar que não são tão polimorfas nem diversificadas como as do cão nem, com certeza, tão numerosas como as deste. O comportamento do gato é inerente à espécie e não se determina conforme as raças, ao contrário do que acontece com o cão.
Apesar do homem ter 15 vezes o tamanho do gato, este tem mais ossos no seu corpo, tem 230 ossos, enquanto o homem tem 206. Muitos estão localizados na cauda, que quando levantada, mostra orgulho e contentamento no gato. Quando estendida e reta, mostra que está espreitando a caça. Enrolada diz que o gato está espantado ou aflito, e quando sacudida de um lado para o outro, pode indicar que ele está zangado.O gato possui movimentos cadenciados porque suas patas são densamente peludas, o que parece ser seu cotovelo, quando ele se move, é seu calcanhar, pois o gato é digitígrado, que significa andar ou correr na ponta dos dedos e com o calcanhar para cima.O número normal de dedos nas patas dianteiras é cinco (sendo que um é o polegar), e quatro dedos nas patas traseiras. Muitos gatos são polidáctilos, isto é, têm mais dedos que o normal, usualmente 6 na pata dianteira, mas existem outras variações. As pernas posteriores são mais compridas e mais fortes que as dianteiras, o que lhes permite saltar com grande habilidade. Diferentemente de muitos outros animais que movimentam as pernas dianteiras e traseiras do lado oposto ao mesmo tempo, o gato movimenta sua perna traseira e dianteira de um mesmo lado e depois as do outro.A principal arma defensiva são suas garras. Elas podem estender-se para pular e brigar, ou retrair-se para andar silenciosamente ou quando ele estiver descansando. O ato de estender e contrair as garras repetidamente é chamado amassador e muitas vezes é acompanhado do ato de ronronar. Todas as garras dos dedos dos gatinhos apontam para um direção, por isso é que a única forma de um gato poder descer de uma árvore é de costas. isso explica porque muitos gatos não conseguem descer de árvores e têm que ser socorridos.Os gatos usam seus dentes para agarrar, segurar e cortar alimentos. Ele corta e rasga seu alimento ao invés de esmagar e triturar. A língua do gato é áspera (devido às glândulas e papilas presentes) e é usada como uma espécie de colher para beber líquidos, além de ter dupla função, com ela o gato se penteia e escova, mantendo-se limpo.O olho é seu traço mais marcante, muitas vezes comentados por sua deslumbrante beleza. Eles são tão grandes, que os olhos do homem, para propositalmente serem do mesmo tamanho, deveriam ter vinte centímetros de largura. O seu sentido mais aguçado é a visão. Através dos seus olhos, um gato pode enxergar à noite ou a níveis muito baixos de luz. Ele pode distinguir os graus de claridade muito melhor que o homem e prefere lugares quase escuros. Entretanto, ele não distingue cores e as vê como vários tons de cinza, dependendo da claridade. Ele enxerga somente as mudanças de luz. Assim, se nada se move onde ele está olhando, ele nada vê. por essa razão, o gato movimenta seus olhos muito levemente, fazendo a cena mover-se e se tornar visível. Como caçador que é, o gato gosta da perseguição e captura das presas mais comuns, passarinhos, roedores, lagartixas, baratas etc, embora adaptado perfeitamente à vida diurna, seus hábitos são preferentemente crepusculares ou noturnos, enquanto durante as horas do dia, dorme e observa hieraticamente o mundo que o rodeia.Um gato que goze de semiliberdade pode, por mais bem tratado que esteja, abandonar o lar do seu proprietário e instalar-se no do vizinho se lá é alimentado e não fustigado. Estas peculiaridades do gato o tornam querido ou desprezado pelo homem, mas sempre respeitado pela sua eficácia como controlador roedores indesejáveis. O gato, sempre com a sua idiossincrasia controvertida e o seu magnetismo particular, constitui um dos mais atrativos animais domésticos.Durante séculos, no mundo inteiro os gato conseguiram sobreviver ao fogo e a água (milhares foram mortos em fogueiras e rios). Mas apesar da perseguição, sobreviveram, perpetuado a espécie.Talvez por este motivo se diga que os gatos têm sete, ou nove vidas. Não há sem sombra de dúvida nenhum animal tão martirizado em todos os tempos. Nos tempos modernos continuam envoltos em lendas, crendices e preconceitos. Embora descendentes de protagonistas de uma história de amor e ódio tenha hoje mais aliados, que inimigos. Há mais de 20 anos, a escritora Lygia Fagundes Telles ama os gatos, a ponto de fazer essa declaração em seu livro “A Disciplina do Amor”.O gato sempre exerceu fascínio sobre as pessoas. O clássico poema de T.S Eliot, “O nome dos Gatos”, inspirou o musical Cats, encenado anos a fio, na Broadway, com lotação sempre esgotada.Aliás, T.S Eliot escreveu um livro inteiro de poema sobre gatos. Thomas Gray escreveu uma poema imortalizando uma gata chamada Selima. Victor Hugo tinha um diário no qual escrevia ternamente a seus gatos. E Pablo Neruda não sairia impune, também escreveu sobre eles. O gato também era o animal favorito de Edgar Allan Poe e Stephen King. Também serviram de inspiração para o cartunista Jim Davis, que criou o personagem Garfield, um gato gordo, preguiçoso e cínico, com uma personalidade forte. As tiras em quadrinhos que começaram a ser publicadas em 1978, hoje aparecem diariamente em 2.400 jornais de todo o mundo. O próprio Jim passou sua infância com mais ou menos 25 gatos, apesar da asma. Mas o Garfield, não é o único gato famoso dos desenhos, quem não conhece os gatos — Felix (Pat Sullivan), o Gato risonho (Alice no País das Maravilhas), Lúcifer (gato da Cinderela – Walt Disney), Si e Ao (Gatos da Dama e o Vagabundo – Walt Disney), Frajola (Frajola e Piu-Piu – Warner Bros), Tom (Tom e Jerry – Warner Bros).
Na literatura infantil temos as histórias, O Gato de botas e a Gata Borralheira, do francês Charles Perrault, Os músicos de Bremem, dos irmãos Grimm. Inteligentes, ariscos, curiosos, talvez parte desse fascínio venha do fato de que o gato conserva muito dos instintos selvagens, também fascinam seus admiradores pelos gestos sinuosos, pelo ar indiferente de quem nunca atende quando é chamado, mas ganham carinho ao se tornar irresistíveis quando assim desejam. A lista dos seus apaixonados inclui muitos nomes famosos como os intelectuais Voltaire, La Fontaine, que enfatizava a astúcia do gato, em suas fábulas. O poeta romântico inglês, Lord Byron, defendia todas as virtudes do gato. Os nomes políticos a rainha Vitória, Abraham Lincoln, Mussolini entre muitos outros.Quanto aos artistas, temos Manet, Rodin, Ravel e Picasso. Leonardo da Vinci adorava desenhar gatos correndo, lutando, lavando-se ou repousando. Os pintores como Auguste Renoir, Fernando Botero, Andy Warhol e o brasileiro Aldemir Martins transformaram-no em obras de arte. O escritor Charles Dickens, o físico Albert Einstein, o ator Robert De Niro, a atriz Sofia Loren. Os escritores Colette, Mark Twain, Honoré Balzac, Victor Hugo, Raymond Chandler, Jean Colteau, eram admiradores confessos. O escritor Charles Perrault que criou o celebre Gato de Botas, não foi o único, o escritor Edgar Alan Poe fez do gato o tema de alguns dos seus melhores contos.O cardeal Richelieu, ministro da monarquia francesa no século XVII, era tão devotado a seus 14 gatos que lhes deixou parte de sua herança em testamento.O escritor americano Ernest Heminqway gostava tanto de seus gatos que partilhava a mesa com eles. Chegou a ter 40 gatos de uma vez. Ilustres brasileiros como o físico Mário Schenberg teve vários gatos, a psiquiatra Nise da Silveira usou-os como co-terapeutas e o escritor João Guimarães Rosa adorava seus felinos. Muitas personalidades famosas o detestavam, mas sem dúvida a lista dos seus admiradores é bem mais extensa.Em todas as épocas, escritores, poetas, pintores, músicos, têm utilizado seus talentos para venerar seus gatos. Será de algum conforto para os criticados possuidores de animais domésticos, hoje freqüentemente acusados de perturbarem o ambiente com seus animais, o fato de que os antianimais domésticos morrem mais cedo que eles. Há duas razões para isto. Em primeiro lugar, sabe-se que o contato físico amigavelmente com os gatos reduz bastante o stress aos seus companheiros humanos. A relação entre humanos e gatos é tocante, no pleno sentido da palavra.
O gato roça-se pelo corpo do dono e este acaricia o pêlo do gato. Se tais donos de gatos fossem levados para um laboratório a fim de fazerem teste às suas reações fisiológicas, verificaria-se que os sistemas dos seus corpos se tornariam nitidamente mais calmos, quando começassem a acariciá-los. A tensão baixa e o corpo descontrai-se. Estas formas de terapia foi provada na prática num grande número de casos agudos, quando doentes mentais melhoravam de forma notável, depois de serem deixados na companhia de gatos domésticos. Todos sentimos uma espécie de libertação através de um simples e honesto relacionamento com o gato. Esta é a segunda razão do benéfico impacto do gato nos humanos. Não se trata, apenas, de uma questão de tocar, por mais importante que ela seja. É também uma questão de relação psicológica ligada as complexidades, traições e contradições das relações humanas. Todos nós somos feridos por certas relações, de tempos à tempos, alguns agudamente outros de formas mais ligeira.Quem tiver severos traumas mentais, terá dificuldade em resolve-los. Para estes uma ligação com um gato pode provocar grandes recompensas, devolvendo-lhes a fé nas relações humanas, destruindo as suspeitas e o cinismo e sarando as antigas feridas.Um estudo especial feito nos E.U.A., revelou recentemente que para aqueles a quem o stress provocou perturbações cardíacas, a posse de um gato pode constituir, literalmente a diferença entre a vida e a morte, reduzindo a tensão arterial acalmando o cansado coração. Estudou-se cientificamente que um dos primeiros métodos para diminuir a tensão arterial, numa pessoa que sofre de hipertensão, é a presença de uma animal doméstico.O fato é que o gato, assim como o restante dos animais, parece estar em um patamar muito mais elevado que o nosso. Sua compreensão a respeito da vida é muito mais ampla e fundamental que a nossa. Seu respeito ao ciclo natural é imensamente maior. Sua espiritualidade e ligação direta com a energia criadora do universo é muito mais desenvolvida que a nossa. Eles verdadeiramente conhecem a face de Deus. Realmente vivem a vida como deve ser vivida. São inigualavelmente superiores.Curiosidades Como Atuam EspiritualmenteTodos os gatos têm o poder de, diariamente, remover energia negativa acumulada no nosso corpo. Enquanto nós dormimos, eles absorvem essa energia. Se há mais do que uma pessoa na família, e apenas um gato, ele pode acumular uma quantidade excessiva de energias negativas ao absorver energia de tantas pessoas.Quando eles dormem, o corpo do gato libera toda essa energia negativa que ele removeu de nós. Se estivermos excessivamente estressados, eles podem não ter tempo suficiente para liberar tamanha quantidade de energia negativa, e consequentemente ela se acumula como gordura até que eles possam liberá-las. Portanto, eles se tornarão obesos – e você achava que era a comida com que você os alimentava!É bom ter mais do que um gato em casa para que a carga seja dividida entre eles. Eles também nos protegem durante a noite para que nenhum espírito indesejável entre em nossa casa ou quarto enquanto dormimos. Por isso eles gostam de dormir na nossa cama. Se eles verificarem quando estamos bem, eles não dormem conosco. Se houver algo estranho acontecendo ao nosso redor, eles todos pularão na nossa cama e nos protegerão.Se uma pessoa vier a nossa casa e os gatos sentirem que essas pessoas estão ali para nos prejudicar ou que essas pessoas são de má índole, os gatos nos circundarão para nos proteger então, busque ver a reação dos seus gatos para ver o que eles farão quando alguém entrar em sua casa. Se eles correm para a pessoa, cheirar e querer ser acariciadas por ela, então relaxe.Se você não tem um gato, e um gato entra em sua casa adotando-a como lar, é porque você precisa de um gato em casa nessa época em particular. O gato voluntariou-se para te ajudar, ou seja, o gato somente fica onde mais está precisando dele, então antes de enxotá-lo agradeça à ele por escolher você e sua casa para esse trabalho, pois ali esta cumprindo uma missão que é de proteger e ajudar.Se você tem outros gatos e não pode ficar com o ele, encontre um bom lar para ele. O gato veio a você por um motivo desconhecido para você a nível físico, mas em sonhos você pode ver a razão para o aparecimento dele nessa época. Pode também de ser um débito kármico que ele tem que pagar a você. Portanto, não afugente o gato. Ele vai ter que voltar de um modo ou de outro para realizar esta obrigação.Como Atuam na CuraNa época de Atlântida, os curandeiros usavam cristais em seus trabalhos. Os cristais eram usados como uma canal de cura. Quando os curandeiros visitavam vilas distantes, eles não podiam usar os cristais pois o povo desconfiavam achando que eles usavam magia negra, como eles não podiam usar cristais, levavam gatos que exerciam exatamente a mesma função dos cristais.O povo não tinha medo dos gatos e permitiam que eles entrassem em suas casas. Desse modo, os gatos têm sido usado inúmeras vezes na arte da cura.Pessoas alérgicas a gatos são emocionalmente incapazes de amar alguém com profundidade, porque reprimem seus verdadeiros sentimentos.Informação Importante - O Perigo do ParacetamolO Paracetamol é um remédio com propriedades analgésicas muito utilizado em medicina humana que tem vários nomes comerciais como o Ben-U-Ron, Panasorbe, Panadol, Tylenol ou Dafalgan, mas que não deve ser dado aos gatos em nenhuma situação. A ingestão de 50 a 60 mg de paracetamol por kg num gato pode ser fatal. Um gato pesa em média 4kg e por isso se um comprimido de Ben-U-Ron, Panasorbe, Panadol ou Tylenol têm 500mg, basta então meio comprimido para matar um gato adulto ou um quarto para um gatinho, é só fazer as contas.A intoxicação por paracetamol nos gatos geralmente ocorre quando os donos bem-intencionados e que desconhecem a grande toxicidade do paracetamol nos felinos, dão ao seu tigre por diversas razões. Por exemplo quando o seu gato parece-lhe febril ou mais quieto ou mesmo sem apetite.Uma vez em meu consultório teve um caso em que um gatinho tinha caído de um andar e o dono aflito ao acudi-lo, mesmo sem observar nenhuma lesão, deu-lhe um quarto de Tylenol ao gatinho de modo a tirar-lhe as possíveis dores resultantes da queda. Após algumas horas ele começou a ver o seu gatinho não comendo, vomitando e a salivar muito intensamente, o que o levou a deslocar-se à nossa consulta.Ao observarmos o jovem felino vimos um quadro de grande abatimento, respiração rápida e babava muito e quando vi que tanto as mucosas oculares, como as gengivas e a língua tinham um tom castanho escuro suspeitei de intoxicação por paracetamol. Fiz então mais algumas perguntas e o dono contou-me que tinha dado paracetamol ao gato. Imediatamente colocamos um catéter na veia do braço (pata anterior) do gato para colocar o soro e um medicamento antídoto ao paracetamol para que ajudasse a diluir a toxina e eliminá-lo através da urina.No momento que colocamos o cateter vimos um sangue com uma cor anormalmente castanha escura, que é resultante da reação do paracetamol nos glóbulos vermelhos (metemoglobinémia) e que impedia que estes transportassem o oxigênio nos pulmões (por isso a dificuldade respiratória) para os tecidos podendo causar a morte por asfixia (que é a morte mais provável quando não há tratamento). Pusemos também uma máscara de oxigênio para ajudá-lo a respirar. Este gatinho recuperou completamente.Dependendo do caso pode até ocorrer transfusão de sangue. Normalmente se houver uma resposta positiva ao tratamento o animal fica bem em 48 horas, sem sequelas no futuro. Que nem sempre acontece porque quando chegam à clínica já decorreram muitas horas e por vezes dias da intoxicação e o gato que conseguiu resistir à asfixia apresenta nessa altura uma tremenda anemia por causa da destruição dos glóbulos vermelhos e icterícia (com as mucosas e a pele amarela) por causa da lesão do fígado, lesão irreversível desse órgão essencial à vida, que contribui também para o aparecimento de edemas na face e nas patas (o animal apresenta um aspecto grotesco devido à cara inflamada e as patas inchadas) que é resultante da retenção de líquidos por causa da diminuição das proteínas no sangue que são produzidas no fígado, que são as albuminas.E infelizmente, já nesse estado, é muito complicado reverter o quadro, resultando na morte do animal por falência hepática. Outra informação interessante porém importante o paracetamol também é letal nas cobras tendo sido usado na ilha de Guam para matar a cobra arbórea marron que tinha sido introduzida acidentalmente na ilha pelos marinheiros americanos durante a segunda guerra mundial. Aos cães o efeito não é tão dramático ao nível dos glóbulos vermelhos, mas poderá causar graves lesões hepáticas irreversíveis, por isso não o aconselho também aos cães.Não custa nada telefonar para o veterinário antes de dar qualquer medicamento e pedir um conselho. O seu animal de estimação agradece.Estas informações são da Dra. Graça Cardoso – Médica VeterináriaRecebi essas informações por email e antes de colocar na matéria verifiquei com alguns veterinários e confirmaram. O paracetamol e outros analgésicos pode ser dado, mas somente um veterinário sabe calcular a quantidade certa para se dar ao gato.Pois se for dado de forma incorreta, pode dar overdose e assim ser fatal. Por isso o contato com o veterinário é importante, se você não tem condições financeiras para se orientar com um veterinário quando seu animal estiver doente, muitas cidades tem Zoonose, que dão assistência gratuita ou somente cobrando uma taxa simbólica.Os gatos são criaturas adoráveis, e amam e respeitam seus donos acima de tudo, porém têm um jeito diferente de amar, mas nem por isso deixa de ser verdadeiro.Eles são grandes amigos e companheiros, doces, meigos e fieis.Eles são os Nossos Amiguinhos Especiais!Se você não tem um gato quem sabe agora não passe a ter um! E se você tem passe a olhá-lo diferente.
NA COMPANHIA DOS FARAÓS EGÍPCIOS
Ah, meus caros, mas a verdade é que vivemos alguns dos melhores momentos da nossa história no Egipto, onde éramos venerados como deuses. Juro! Eu não sou, naturalmente, desse tempo, mas já ouvi cada coisa:









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